quinta-feira

O VELHO BANCO DA PRAÇA


O velho banco da praça. Dezenas de anos.Chuva e sol.Quantos namoros o velho banco da praça presenciou em sua existência? Quantos sonhos dos que dormiram a noite no frio buscando apenas um lar não foram compartilhados com o velho banco? Quantas pessoas ali sentaram pensando na vida, na morte, na sorte, no azar e nos amores nunca acontecidos? Quantas lagrimas o velho banco não viu serem derramadas por causa da dor ou da alegria? Na escuridão da noite ele deve ter participado de aventuras sexuais de todos os tipos e de todas as formas.O velho banco da praça não tem preconceito. Os dias passam e o velho banco continua ali, eterno, imóvel e insensível aos nossos sentimentos. Simplesmente ele esta ali.Um imortal presenciando a finitude de nossas vidas e registrando na historia todo o desenvolvimento de uma sociedade e de cada um de seus membros por mais ínfima que tenha sido sua passagem.O velho banco da praça esta ali mudando destinos, intervindo diretamente nos que vão e que vem e querem um lugar para descansar ou conversar. O velho banco da praça mudou muitas vidas e proporcionou muitos encontros e desencontros. Ninguém da valor ao velho banco da praça mas ele sabe de sua importância em nosso destino, às vezes como um atalho, outras vezes como um obstáculo no labirinto da sobrevivência.