quinta-feira

GENTE FINA.


Tenho muitos amigos no camelódromo. Tudo gente fina. Tudo empregado em bancas que trabalham o dia todo sem direito a nada. Mas como uma mão lava a outra eles metem a mao na grana do patrão. Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão (Os políticos desviam dinheiro do estado, este que o estado rouba do povo – Isso explica a sua impunidade e vida paradisíaca do lado direito de Deus de grande parte da nobreza eleita diretamente pelo povo.)Buenas, voltando ao camelódromo continuo apontando que a grande falha é a falta de um atendimento de qualidade. Dias atrás, dois grandes comerciantes locais me disseram que “infelizmente” o cliente tem sempre razão embora ele não tenha. Um bom comerciante tem que engolir sapos. Um bom comerciante tem que levar calote e ser simpático com o caloteiro dando um caloroso abraço de feliz natal e prospero ano novo.A gurizada do camelódromo não gosta de ser inferiorizada e não costuma ter aquele sorrisão maneiro,   cínico e  hipócrita mas muito bem ensaiado dos comerciantes bem sucedidos e vencedores. Também não tem paciência para ouvir as historias de vida do consumidor que precisa falar e ter atenção de alguém pois ele esta pagando para isso. Grande parte dos consumidores quer uma relação duradoura com a banca do camelódromo. O consumidor quer um amigo do peito e não um simples camelo. Ele precisa de um atendimento pós venda após a compra de um produto, até mesmo um DVD pirata. O vendedores  agem como um cafajeste ou uma prostituta: Transa e sai fora ou somente transa por dinheiro. Não é assim pois para um boa venda pode até rolar um pizza ou um chimarrão na casa do vendedor. Resumindo: O consumidor quer alguém em quem confiar e ele paga por isso.Querendo ou não, quem sustenta o funcionário da banca é o cliente. O cliente é o responsável pelo alimento de cada empregado ou proprietário de banca no camelódromo.Regularizar o camelódromo e impor as regras consumo burocráticas e ultrapassadas na relação do vendedor e comprador é voltar à idade da pedra. Essa informalidade é alma do negocio.Atendimento personalizado é a maior frescura pois convenhamos que uniformizar os empregados beira o  ridículo e faz muitos  funcionário se sentirem mal. Um “Personal Stilist” é muito mais interessante e realmente daria uma originalidade e bom gosto a roupa dos vendedores. No camelódromo ninguém é de ninguém em nada. Mas muitas vezes o sem regras precisa de algumas regras.Uma mudança de comportamento por parte dos camelos e seus funcionários em relação aos  clientes criariam um laço muito mais forte de modo a um crescimento conjunto de ambas as partes.