quinta-feira

CARENCIA


Vejo faixas homenageando os filhos aprovados no vestibular em residências de todas as classes sociais. Até hoje não entendi o sentido destas faixas. Talvez sejam demonstrações publicas de orgulho a um ente querido em uma pequena vitoria na guerra da vida. Penso esta ser uma maneira infantil de demonstrar  extrema felicidade caindo na cafonice, simploriedade e na poluindo visualmente nossa cidade. As pessoas dever ter ciência de quem vai se interessar pela informação da faixa e o que realmente ela vai trazer de positivo para o homenageado salvo a aumentar a empáfia natural e a arrogância dos nossos dos jovens.Uma faixa na frente de casa é cair no lugar comum da ostentação para a autopreservação social fazendo algo que somente vai expor, muitas vezes ao ridículo o homenageado, em busca de saciar a carência de atenção de grande parte das pessoas. Existe uma certa competição para ver quem tem o filho mais inteligente e com um futuro mais promissor. O problema é que estas mesmas pessoas esquecem que pessoas inteligentes não precisam fazer marketing de si próprias perante os que não conseguiram chegar tão longe. A maturidade de alguém se mede pelas suas ações e atitudes e a frivolidade, futilidade e exibicionismo não são nada bons para quem quer se tornar um cidadão respeitável em todos os sentidos. Os verdadeiramente bons e diferenciados não precisam alardear sua vitoria na frente de sua residência pois os transeuntes não estão interessados e muitas vezes ficam com inveja ou até mesmo debocham se o curso for em uma universidade privada e sem nenhuma demanda como a maioria das faixas demonstram.Creio que compartilhar a felicidade não é errado mas fazer disso um outdoor para chamar atenção de qualquer um é patético.Às vezes falta mais maturidade para os pais que para os filhos. É bom observar as faixas e pensar bem se vale à pena arriscar-se num constrangimento desnecessário para melhorar a auto-estima através do pensamento alheio convencendo-o que ali mora um vencedor com uma família unida e feliz por traz o que nem sempre é verdade.