terça-feira

NO LIMITE DA LOUCURA






O Onanista de Pelotas 













       Nas noites de frio ele peregrinava pelo Fragata em busca da sua identidade a qual nunca achou.Foi punk mas gostava de heavy metal.Ele queria amar as mulheres mas nunca teve dinheiro para comprar seu amor e nem dos veados mais chinelos. Sua aparência, sua voz e seu jeito esquisito de ser repelia a tudo e a todos. Todo mundo ria dele, de sua corcunda e de suas roupas.O tempo passou e nada mudou.  Todos riem de sua voz.Todos riem de suas idéias e de seu modo de falar. Todo tem vergonha dele e viram o rosto para sua aparência assustadora e idéias insanas e imorais. A sensação de ser alguém repelente  e visto como um demente o faz cada vez mais fraco e impotente. O gordo e corcunda anda por uma Pelotas cada vez mais moderna mas sombria e perigosa.Uma dor assustadora destroça ainda mais a cada dia seu já ferido e moribundo coração . Uma falta de ar interminável junto a uma angustia que nem a mais forte de todas as drogas atenua faz ele se desesperar por rirem seus sonhos e aspirações pois somente queria amar e ser amado e nada mais. Somente amar e ser amado. Porque Deus foi tão cruel com o pobre onanista...Durante toda a sua vida ele nunca entendeu porque tinha que sofrer tanto por amar a quem sentia nojo dele. Ele não queria ser diferente. Ele nunca quis ser o que é. Ele queria ser tão patético quanto os outros. Ele queria se vender como todos se vendem e se deslumbrar com todas as mentiras da vida. Ele sente-se como um Jesus profano numa cruz morrendo pelos que os odeiam para provar a Deus que o homem tem chance .