quarta-feira

A MADRE


Passava a noite toda na praça com sua estranha roupa. Parecia uma Freira ou o Zorro. Mas era um dos mais belos travestis de todo o RGS. Toda a galera da Escola Técnica dava um boquete para aquele puto. Reza uma lenda urbana que a Madre, como era chamada o travesti era um rapaz que queria ser padre. Um dia ele conheceu o pecado e disse que seria a segunda papisa da historia. Foi expulso de casa e começou a dar o cu e pagar boquete para viver. Vestida de freira, toda de preto sem nada por baixo a Madre saciava dezenas de homens todas as noites e toda a vez que fazia um programa rezava uma Ave Maria ajoelhada diante da Bíblia Sagrada. Os anos foram passando e a velha Madre continuava ali, todas as noites, chuva ou não, inverno ou verão a satisfazer de colonos a filinhos de papai. Um dia seu corpo foi encontrado embaixo da ponte do Rio Grande. Tinha sido degolada. A Madre estava morta. Em suas mãos a bíblia sagrada.