quinta-feira

OUTRORA AMANHA

Diazepans perdidos no tempo, velhos amigos de outrora...
Toxinas toxicas - Boletas e roletas sovieticas nas avenidas da Puta Que Pariu City

Vodka.
Cachaça.
Rum.
Uisque do Paraguai
Rum

Como é gostoso. Gostoso e satisfatorio - Ficar longe da realidade - Perdido nas mentiras do dia a dia...Lexotam
Lorax
LITIUMMMMMMMM....

ZE RAMALHO

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R.E.M. -

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quarta-feira

Dois Gaúchos...


Diz que o gauchão estava montado em seu cavalo, conduzindo a tropa de gado pelo pampa, de uma estância para outra.
Passando próximo à curva de um rio, qual não foi sua surpresa ao ver dois gaúchos, ambos de bombachas arreada, um
comendo o outro. Diante daquela cena o gauchão perdeu a paciência:

- Mas que diabo, tchê!! - dando dois tiros pra cima - como se não bastasse a fama que tem este estado, os próprios gaúchos
agora contribuem?! Pois vou passar fogo nos dois!!!

O "gaúcho ativo", sem parar de fazer o que estava fazendo, responde:
- Tu não ta vendo que estou salvando a vida deste vivente aqui? - dando umas palmadinhas no traseiro do "gaúcho passivo".
- Mas como assim salvando a vida? - pergunta intrigado o gauchão, trinta e oito ainda em punho.
- O vivente aqui tava se afogando - explica o gaúcho ativo, ainda fazendo o que estava fazendo.
O gauchão ficou meio ressabiado, cofiou a barba e finalmente argumentou:
- Mas se o infeliz tava se afogando, tu tinha que tirar ele da água, fazer uma massagem no peito, uma respiração boca a
boca...
- E como é que tu acha que tudo começou, tchê?

ADEUS, MEUS SONHOS...

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus?
Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!
Alvares de Azevedo

O Corvo

Em certo dia, à hora, à hora

Da meia-noite que apavora,

Eu caindo de sono e exausto de fadiga,

Ao pé de muita lauda antiga,

De uma velha doutrina, agora morta,

Ia pensando, quando ouvi à porta

Do meu quarto um soar devagarinho

E disse estas palavras tais:

"É alguém que me bate à porta de mansinho;

Há de ser isso e nada mais."

Ah! bem me lembro! bem me lembro!

Era no glacial dezembro;

Cada brasa do lar sobre o chão refletia

A sua última agonia.

Eu, ansioso pelo sol, buscava

Sacar daqueles livros que estudava

Repouso (em vão!) à dor esmagadora

Destas saudades imortais

Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,

E que ninguém chamará jamais.

E o rumor triste, vago, brando,

Das cortinas ia acordando

Dentro em meu coração um rumor não sabido

Nunca por ele padecido.

Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,

Levantei-me de pronto e: "Com efeito

(Disse) é visita amiga e retardada

Que bate a estas horas tais.

É visita que pede à minha porta entrada:

Há de ser isso e nada mais."

Minhalma então sentiu-se forte;

Não mais vacilo e desta sorte

Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -

Me desculpeis tanta demora.

Mas como eu, precisando de descanso,

Já cochilava, e tão de manso e manso

Batestes, não fui logo prestemente,

Certificar-me que aí estais."

Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,

Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,

Que me amedronta, que me assombra,

E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,

Mas o silêncio amplo e calado,

Calado fica; a quietação quieta:

Só tu, palavra única e dileta,

Lenora, tu como um suspiro escasso,

Da minha triste boca sais;

E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;

Foi isso apenas, nada mais.

Entro co'a alma incendiada.

Logo depois outra pancada

Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:

Seguramente, há na janela

Alguma coisa que sussurra. Abramos.

Ela, fora o temor, eia, vejamos

A explicação do caso misterioso

Dessas duas pancadas tais.

Devolvamos a paz ao coração medroso.

Obra do vento e nada mais."

Abro a janela e, de repente,

Vejo tumultuosamente

Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.

Não despendeu em cortesias

Um minuto, um instante. Tinha o aspecto

De um lord ou de uma lady. E pronto e reto

Movendo no ar as suas negras alas.

Acima voa dos portais,

Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;

Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,

Naquela rígida postura,

Com o gesto severo - o triste pensamento

Sorriu-me ali por um momento,

E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas

Vens, embora a cabeça nua tragas,

Sem topete, não és ave medrosa,

Dize os teus nomes senhoriais:

Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"

E o Corvo disse: "Nunca mais."

Vendo que o pássaro entendia

A pergunta que lhe eu fazia,

Fico atônito, embora a resposta que dera

Dificilmente lha entendera.

Na verdade, jamais homem há visto

Coisa na terra semelhante a isto:

Uma ave negra, friamente posta,

Num busto, acima dos portais,

Ouvir uma pergunta e dizer em resposta

Que este é o seu nome: "Nunca mais."

No entanto, o Corvo solitário

Não teve outro vocabulário,

Como se essa palavra escassa que ali disse

Toda sua alma resumisse.

Nenhuma outra proferiu, nenhuma,

Não chegou a mexer uma só pluma,

Até que eu murmurei: "Perdi outrora

Tantos amigos tão leais!

Perderei também este em regressando a aurora."

E o Corvo disse: "Nunca mais."

Estremeço. A resposta ouvida

É tão exata! é tão cabida!

"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência

Que ele trouxe da convivência

De algum mestre infeliz e acabrunhado

Que o implacável destino há castigado

Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,

Que dos seus cantos usuais

Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,

Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez, nesse momento,

Sorriu-me o triste pensamento;

Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;

E mergulhando no veludo

Da poltrona que eu mesmo ali trouxera

Achar procuro a lúgubre quimera.

A alma, o sentido, o pávido segredo

Daquelas sílabas fatais,

Entender o que quis dizer a ave do medo

Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim, posto, devaneando,

Meditando, conjecturando,

Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,

Sentia o olhar que me abrasava,

Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,

Com a cabeça no macio encosto,

Onde os raios da lâmpada caiam,

Onde as tranças angelicais

De outra cabeça outrora ali se desparziam,

E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,

Todo se enchia de um incenso.

Obra de serafins que, pelo chão roçando

Do quarto, estavam meneando

Um ligeiro turíbulo invisível;

E eu exclamei então: "Um Deus sensível

Manda repouso à dor que te devora

Destas saudades imortais.

Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."

E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!

Ave ou demônio que negrejas!

Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno

Onde reside o mal eterno,

Ou simplesmente náufrago escapado

Venhas do temporal que te há lançado

Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo

Tem os seus lares triunfais,

Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?

"E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!

Ave ou demônio que negrejas!

Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!

Por esse céu que além se estende,

Pelo Deus que ambos adoramos, fala,

Dize a esta alma se é dado inda escutá-la

No Éden celeste a virgem que ela chora

Nestes retiros sepulcrais.

Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"

E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Ave ou demônio que negrejas!

Profeta, ou o que quer que sejas!

Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!

Regressa ao temporal, regressa

À tua noite, deixa-me comigo.

Vai-te, não fica no meu casto abrigo

Pluma que lembre essa mentira tua,

Tira-me ao peito essas fatais

Garras que abrindo vão a minha dor já crua."

E o Corvo disse: "Nunca mais."

E o Corvo aí fica; ei-lo trepado

No branco mármore lavrado

Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.

Parece, ao ver-lhe o duro cenho,

Um demônio sonhando. A luz caída

Do lampião sobre a ave aborrecida

No chão espraia a triste sombra; e fora

Daquelas linhas funerais

Que flutuam no chão, a minha alma que chora

Não sai mais, nunca, nunca mais!

Allan Poe

(Tradução de Machado de Assis)

Frases Épicas

"Incomodam-me as pessoas que não dão a cara." (Anónimo)

"Vamos por partes" (Jack "O Estripador")
"A minha esposa tem um bom físico." (Albert Einstein)
"Eu comecei por roer as unhas." (Venus de Milo)
"Nunca pude estudar Direito." (O Corcunda de Notre Dame)
"Ser cego não é grave, pior seria ser negro." (Stevie Wonder)
"Sempre quis ser o primeiro." (João Paulo II)
"Este caso deixou-me um sabor amargo na boca." (Monica Lewinski)
"Hás-de pagar-me." (Fundo Monetario Internacional)
"Não ao derramamento de sangue!!!" (Tampax)
"O automóvel nunca substituirá o cavalo." (A égua)
"Gostava muito de jogar junto da linha." (Diego A. Maradona)
"Tenho um nó na garganta." (Um enforcado)
"Estou feito em pedaços." (Frankenstein)
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"Levantarei os caídos e oprimirei os grandes!" (O soutien)
"És a única mulher da minha vida!" (Adão)

DIAS DE DEPRESSAO E TRISTEZA...

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NATAL CORROMPIDO...

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