quarta-feira

O PUNHETEIRO SOLITARIO


O punheteiro solitário e seus sonhos de bater punhetas até o fim de sua vida. Aquele velho corcunda bate três punhetas por dia. Mora sozinho naquela velha casa suja onde somente a velha televisão com um aparelho de DVD e revistas pornôs tem alguma cor e dão alguma vida aquele chiqueiro humano. No dia que recebe sua aposentadoria por invalidez, pois fora considerado louco muito jovem, porque sua mãe pagou uma grana legal para um despachante previdenciário, e, a partir dai ele se dedicou a bater punheta até o final dos tempos, pois as mulheres fugiam dele, mas não de seu pensamento cheio de amor, carinho e perversão. Punhetas , punhetas e muitas punhetas ainda. Punhetas alem da alma. Ele castigava seu pênis e se masturbava até sangrar. Seus braços eram musculosos, mas não das punhetas e sim da musculação que ele fazia para bater punheta até o final de sua miserável, mas maravilhosa existência. Ele amava as mulheres, mas jamais foi amado por uma. O pior castigo para um homem é jamais conquistar o carinho de uma mulher. Ele sempre soube que jamais seria amado. A dor de jamais conquistar um amor verdadeiro o faz viver todas as historias de amor possíveis em sua vida miserável e esquecida naquele fim de mundo onde ele escolheu para se esconder. Tenho certeza que ele foi feliz. Amou todas as mulheres que quis de todas a maneiras possíveis. As doses homéricas de vodka com lexotam o fazem dormir feliz e descansado todas as noites de sua vida. O punheteiro solitário vive isolado, não fala com ninguém, apenas com seu harém imaginário de mulheres que nunca teve a não ser em seus delírios. Uma vida tão triste, mas ao mesmo tempo sei que ele é feliz em seu mundinho, pois ali não sera rejeitado nunca mais por ninguém...