quinta-feira

VENDE O CARRO DO TEU PAI E FAZ UMA PLASTICA


Meus coleginhas de infância destruíram minha vida. Vou odia-los até o final dos tempos por isso. Um bando de jovens idiotas que correspondem ao Brasil de hoje. Desde criançinha eu chegava ao colégio:

- Lá vem o horroroso

– Lá vem o corcunda.

Isso rasgou minha alma. Dia após dia, semana após semana, anos após anos... Jamais puderam falar nada de mim a respeito de minha conduta ou caráter e jogavam todas as armas na minha aparência. Geralmente eu sempre tinha razão e sempre fui um aluno acima da media em tudo.

– Olha o mostro!!!

- Lá vai o Corcunda –

- Somente botando uma fronha na tua cara para uma mulher trepar contigo.

Imagine você chegar ao colégio e ser troça de todos os colegas (os homens foram muito cruéis comigo, meus próprios “amigos”). Lembro do alivio ao terminar o ginásio depois de oito anos de sofrimento, mas minha personalidade já estava moldada: Eu iria odiar todos me desmoralizaram ou se omitiram com vergonha de me defender. Eu iria odiar a todos que fossem simplórios ou imbecis. Eu entrei uma criança normal e sai uma aberração pronta a destruir a tudo e a todos que não pensassem. No colegial eu já estava brindado e as gozações eram respondidas com porradas ou traições de minha parte. Cansei de entregar meus melhores amigos que carinhosamente me chamavam de Corcundinha ou Fera para a policia quando eles fumavam um baseado antes da aula. Mesmo assim as pessoas mais fracas que iam contra mim somente usavam uma arma:

- Com uma cara desta eu me matava

- Deve ser um sofrimento andar na rua com uma cara destas.

- Vende o carro do teu pai e faz uma plástica.

Aquilo foi marcando e aumentando a cada dia o meu ódio pelo ser humano e sua total ausência de inteligência. A partir daí eu comecei a ver que eu não tinha semelhantes e sim animais amestrados que somente diziam bobagens e besteiras sem sentido. O ódio aos humanos comuns, quem assistem novelas e acreditam em política e que vivemos num mundo feliz foi tomando conta do meu corpo. Quando eu ainda estiver vivo vou fuder um a um todos o que me desmoralizaram. Hoje as gatinhas não passam de velhas de 40 anos gordas e desproporcionais que sobrevivem graças ao Prosac e as baladas de velhos assanhados – Na realidade para dar um boquete para alguma delas somente por pena e nada mais. Gosto de ver os meus assassinos da infância a sofrer com a idade. Eu não mudei muito em 20 anos. Eles envelheceram e engordaram muito. Não passam de idiotas que se dizem estabilizados mas não produzem nada para a alma. Ganham seus trocados no fim do mês e vão viver sua vidinha frustrada e fudida com alguma baranga mais nova que arrumaram numa favela. Um dia eu vi que eu tinha que fuder quem me fode de maneira a eliminar o Carma. Tenho uma incrível capacidade de amar, mas a de odiar é cem vezes maior. Hoje odeio a quem não gosta de mim e quero distancia. Se eu puder enrabar alguém desprovido de caráter enrabo enfiando até as bolas. Eu questiono que eles mesmos procuraram um inimigo através da limitação e do preconceito. Não são homens e sim animais com sentimentos de homens miscigenados a feras. O que me enoja mais ainda que nunca ouve replicas racionais as minhas idéias. Somente respondiam: Feio, bobo e gordo. Para a mãe de uma filho da puta destes dei um boquete bem mais gostoso da minha vida – A fera também tem sua hora de gloria. Hoje o que me move é a vingança contra todos os Pelotenses, seus descendentes a ascendentes que destruíram minha vida,

Tenho esta conta para ajustar com o passado e não vou esquecer isso nunca, pois meu corpo é somente feridas que sangram tamanho o ódio que tenho por ter minha vida aniquilada sem puder me defender. Fui desprezado por muitas mulheres pela vergonha que seria perante os colegas andar com o “Quasimodo”. Os gays riam de mim me chamando de gordo. A minha única companhia era a Punheta e as putas da esquina e algumas rejeitavam até meu dinheiro. Um dia resolvi ir embora de Pelotas e vi que em outras cidades tudo era diferente e eu era uma pessoa normal. O Pelotense normal e mediano que se acha um Deus e come carne somente nos fins de semana para abastecer o carro comprado em 72 vezes que foram o câncer de minha vida. Depois de alguns anos, fora resolvi voltar e destruir os filhos da puta do passado e presente. Talvez vocês entendam o poder de tanto ódio porque eu não vivi a infância nem adolescência e agora quero minha doce vingança. A cada dia que vejo Pelotas se fuder com seus admistradores desprovidos de cérebro, vejo seus filhos morrerem no crack ou se matarem no transito me sinto mais calmo, mas o grande ódio é de um bando de idiotas nascidos entre 1966 e 1974 – alguns eu quero que sofram até a morte – Adoro ver Petistas morrerem na fila do SUS ou PPistas morrerem assassinados no transito para sentir a sua imbecilidade. O bom de tudo que a natureza esta me vingando lentamente e aliviando minha chagas. Um dia eu sei que vou poder respirar em paz, vingado por ser inocente e ter sido massacrado sem poder me defender. Mas tenho essa missão a cumprir – Justiçar quem foi injusto comigo. Alguns alegam que eram crianças – Eu fui criança e jamais ofendi ou magoei alguém por brincadeira ou para desmoralizá-lo em nome de meu ego. Não tem desculpa. Cada vez que vem a doença ou que eles ficam mais velhos me sinto melhor e desejo que eles sofrem mil vezes mais do que eu. Se eles queriam um mostro conseguiram criar um que se voltou contra eles e contra todo o sistema hipócrita e assassino/interesseiro ao extremo que domina a mente de grande parte dos brasileiros idiotas e alienados.