sexta-feira

O CAGAÇO


Um dia de cão, mas nem tanto: Pela manha um idiota bateu na minha moto e fudeu toda a frente, obviamente fugindo em um Pólo – Ai ja fudeu meu dia que já é fudidos normalmente. Lá to eu – Dez da manhã empenhado... Por sorte Pelotas tem carroças para todos os lados. Me atirei na frente de um cavalo e negociei com um carroneito um frete ($). Fui direto numa loja de peças,comprar o que eu teria que trocar. Espelhos, farol, carenagem, etc. Beleza: Fiz orçamento e comprei as peças graças ao cartão de crédito da minha mãe. Mecânicos são como médicos. São bons para uns, mas enfiam as até as bolas sem K.Y. nos outros. Na loja de peças apareceu um guri e o dono me disse que ele era mecânico. Vai esse mesmo e seja o que “Deus” quiser (como se “ele” não tivesse nada de mais importante para se preocupar). Chegamos à oficina do guri, ele de Tornado e eu de charrete com minha bizinha toda atada e eu cheio de sacolas de peças. Até ai beleza: Fora meu bolso ardendo tudo bem. Em cerca de duas horas ele trocou tudo e deixou a moto zerada. É uma oficina aberta há pouco menos de um mês por um casal e tinham pouco serviço. Como fiquei observando ele trabalhar comecei a tagarelar blábláblá... Numa dessas eu pedi para ele tirar um elo da corrente da relação da moto...e ele soltou o freio pois é necessario...Passou o tempo. Tudo trocado e revisado na frente e atrás... Exceto o freio. Eu, numa baita fomona, uma larica desgraçada, a moto ficou pronta, paguei sem chorar pois acho ridículo pechinchar e sai disparando, rodei numa faixa de dois quilômetros até entrar numa rotatória da BR-392 que faz a Regis Bitenconrt antes de ser duplicada, parecer um jardim de infância. Uma carreta atrás da outra, indo e vindo para o Porto de Rio Grande.- Puta merda. Ao avistar uma carreta antes de cruzar a rotatória puxei no freio e o pedal bateu o asfalto. Pensei que ia virar patê, mas, já de olhos fechados puxei no freio da frente e ela empinou a roda traseira e fomos para cima do canteiro. Zummm – passou carreta. Já vivi algumas situações delicadas e muitos cagaços em relação a perder a vida, já tive algumas intoxicações medicamentosas,que me botaram em C.T.I., mas nunca eu tinha chegado não perto das rodas de uma carreta. Depois de recompor e ver se eu não tinha me cagado todo, voltei ao mecânico, mas não contei a historia. O culpado fui eu que tirei toda a atenção da criatura quando estava trabalhando. Ele arrumou meu freio, pediu mil desculpas e eu testei umas trinta vezes antes de atravessar a BR. Foi o cagaço do dia. Não sei se da para rir, mas mostra o quanto somos impotentes, diante de nossos pequenos erros que podem fuder nosso destino a qualquer momento.