quinta-feira

A VIAGEM AO INTERIOR DA VAGINA.

Dor de cabeça.Parecia que tinha tomado vinte garrafas de vodka.Sentiu-se num lugar estranho.Aconchegante. Quente.Odor maravilhoso. Não se lembrava do que tinha acontecido. Estava bebendo e repente acordou num lugar escuro , quente e úmido. Tentava caminhar, mas era estranho, pois parecia pisar sobre nuvens.Umidade. Uma gostosa umidade. Quando tocou o dedo nas paredes e trouxe-o a boca sentiu um sabor divino, o mana dos Deuses. Mas era um gosto que ele já tinha sentido uma única vez.Só queria saber onde estava ou quem ele era agora.Jaqueline e na rejeição de seu amor eram seus últimos pensamentos na memória.Lembrava também da vodka, dos Rohipinois, do pó vagabundo que o Caveira tinha vendido na Farrapos.Lembranças do rosto com as expressões de prazer de Jaqueline que davam sentido a sua vida vazia, estúpida e sem sentido algum não saiam de sua mente. Naquele lugar apertado e úmido, recordou-se do gosto da vagina de Jaqueline – O amor da sua vida.Estava dentro da vagina da mulher que ele mais amou, mas que o desprezou por ser feio e pobre demais, para ela ostentar junto as suas amigas. Mesmo assim ela a amava. E morreria por ela.Não sabia o que fazer , onde ir,era um lugar pequeno e ele olhava sobre si o clitóris, inalcançável. Não passava de um nano homem numa gigantesca vagina por quem daria sua vida. Alimentava-se do sumo da vagina que revigorava e se banhava em seus fluidos. Ficava banhado em plasma , sentindo um forte desconforto, mas tudo valia a pena– um dia ele quis explorar o clitóris de Jaqueline mas desistiu - ali tinha tudo. Vivia feliz alimentado por Deus.Lágrimas de felicidade vinham no rosto tamanho o contentamento de poder ficar a eternidade ali. Não sabia se estava morto ou se iria acordar num bar qualquer numa baita ressaca e paranóia. O tempo era indefinido ele já estava acostumado aos movimentos da vagina, aos banhos, as depilações, ao sabonete intimo, ...ele já estava acostumado... Ele não imaginava mais como era o mundo fora da vagina. Um dia tudo começou tudo a se umedecer rápido demais e com pequenos tremores. Ele se assustou – Aquele micro homem sentiu medo de morar ali. De repente algo negro e gigantesco entra na vagina e quase o esmaga, Durante alguns minutos ele refugio-se no fundo da vagina vendo aquilo entrando e saindo. Em poucos minutos viu um turbilhao de esperma vindo em sua direçao. O amor pela vagina de Jaqueline era muito grande e ele lutou pela vida nadando nos mares de esperma e outros fluidos, mas ele sobreviver e sorriu – e até mesmo riu. Venceria a todos os penis que penetrassem na vagina de Jaqueline pois a amava. Ele sorria de contentamento. Tinha aprendido a nadar no esperma e saberia que ficaria ali, zelando pelo seu amor até o final dos tempos. Caminhando com esperma até a cintura ele pensava o quão generoso Deus tinha sido. Sorria de felicidade e contentamento. O paraíso existia...Ao vislumbrar o horizonte, com um olhar de esperança vê que algo vem varrendo todo o esperma e não teve sequer tempo de pensar e a sua luz apagou....Jaqueline , ao verificar o papel higiênico, olhou e viu junto ao esperma um pouquinho de sangue e as feições de um antigo colega de escola, uma paquera esquecida pelo tempo, achou que era paranóia do haxixe...sorriu , atirou o papel higiênico ao lado da cama e beijou alucinadamente Renato na boca.Aquele papel higiênico começou a chorar lagrimas que ficaram no chão formando um rosto com expressão de felicidade interminável...ele estava finalmente morto. Morto de amor.