domingo

UM NIVER, UMA SKOL, UMA FESTA...



Os pelotenses pobres que querem “aparecer” são fogo! Sempre metidos. Fui arrastado a força e chantagem psicológica para um “NIVER” da filha de um amigo de minha mulher. Festa de pobre metido a rico. O chamado “Pelotense in naturis”. Odeio bocas livres.Sou anti-social mas para manter um relacionamento conjugal a gente abre exceções.PQP! La vamos nós 3ºc de moto.”Se beber não dirija”. Carinha limpa.Não rolou um conhaquinho!!!”Cheguemo” no “NIVER” –estacionamento e segurança- Bacana.Por Odear boca livres e economizamos o lanche da tarde e o jantar para enchermos a pança “de grátis”. “Temo” na festa. Sentadões vendo uns clipes de “tecno-ectasy” num belo datashow com um telão cuiudo, mas com um som de radinho de pilha AM. Parecia narração de Far-Pel nos anos 50.Não se definia nada em som. Um chiadão e o DJ se achando. Mas tudo bem, eu só queria comer e ir embora para compensar os R$ 85,00 gastos no presente. Quando eu vejo começa a vir “SKOL” de litrao , uma atrás da outra. Comecei a curtir o bagulho. Um monte de mulher gostosa, mas com roupas que devem fazer o espírito de Clodovil dar belas gargalhadas e bebida boa.Guentei...Minha mulher achando o maximo os efeitos “especiais”!!!O que a gente não faz por uma...E eu lembrando do George Lucas. A aniversariante era gostosinha. Bebezinho de 20 e poucos anos.Universótaria. Quando reparei o vestido da mina pensei na Bjork e no Ives Saint Laurent dando volta na tumba.A fome batendo. Uma larica desesperadora. Olho na decoração e acho um papelzinho com preços de quitutes. Achei estranho e fui ler. Uma propaganda bem apelativa. Daquele estilo que sai no jornal na parte de classificados - “recados” -Massagistas especiais. Uns preços fora da realidade!!!Os quitutes eram baratos demais em relação às padarias que eu conhecia, mas vindo Skol, uma atrás da outra tudo se releva... Começou a vir à bóia. Uma bandeja atrás de outra de quitutes de todos os tipos.Parecia vitrine de padaria com doçaria. Eu estava desde o meio dia sem alimentar a lombriga. Vi aquilo e cai de boca. Parecia estudante em rodízio de pizza ou em espeto corrido. Eu achava que o sabor estava deixando a desejar, mas fui em embuchando de tudo um pouco, alem de ficar babando pelas “câmeras” dos fotógrafos e dos cinegrafistas que pareciam zumbis de preto para la e para ca, buscando imagens,mmas não sabiam do que e de quem. Eu não tava nem ai para a festa! Já tinha enchido a barriga e minha mulher fissurada na decoração, talheres e bandejas. Começamos a bater um papo de canto, comentando quanto eles teriam gastado para encher a barriga de um monte de gente, muitos desconhecidos como eu, que não passava de um acompanhante da convidada ,por absolutamente nada. Começamos a questionar o trouxisse e a quantidade de comida.Era demais. Tu comia um canapé e vinha três. Lagarteando pela festa comecei a achar a propaganda dos “fornecedores” em tudo que era lugar. Mesas, banheiro, hall de entrada, etc.Comecei a achar que eles ,para glamourizarem uma lado da festa economizaram no essencial :Qualidade da comida.Depois de ouvir uma ladainha do pai para a filha ,dar uns beijinhos , apertos de mão e uns “Fazer ensaios fotográficos” com a aniversariante inventei para minha mulher que eu estava “passando mal dos nervos” , vocês sabem: essas doenças do século XXI. Ao chegarmos em casa começamos a arrotar. Minha esposa vomitou o fígado. Eu: Plasil com Buscopam na veia, três dias comendo canja e R$ 70,00 da consulta com um medico. Festa de pelotense metido a rico ,que compra carro em 72 vezes é prejuízo. Eu adoro uma SKOL e hoje vejo um banner e tenho vontade de vomitar. É aquela maldita mania do pelotense: Gasta no perfume, mas não lava.